Artista equatoriana mirim levou ao contexto da Cúpula Internacional de Direitos Humanos de 2026 sua primeira obra oficial, “Loving Mona Lisa”, e apresentou uma nova proposta artística baseada em amor, paz e respeito
DOVER, NOVA JERSEY / NOVA YORK — Aos 10 anos, a equatoriana Dana Sofía Tayo Rosero começa a construir uma trajetória singular no universo da arte infantil com a criação do Almorismo, movimento pictórico que nasceu nos Estados Unidos e foi apresentado internacionalmente no contexto da Cúpula Internacional de Direitos Humanos de 2026, realizada na Organização das Nações Unidas (ONU).
Nascida em Ambato, no Equador, e atualmente moradora de Dover, em Nova Jersey, Dana é filha de Norma Leticia Rosero Espinoza e do reconhecido artista equatoriano Gonzalo Tayo Silva, GOTASI, criador do Piramidismo Cromático. Desde os primeiros anos de vida, ela cresceu cercada por telas, cores, exposições, entrevistas e pelo cotidiano artístico do pai.
A família conserva, inclusive, registros dos primeiros momentos em que Dana se aproximava das telas e começava a pintar, quando ainda estava aprendendo a andar.
Um movimento baseado em amor e alma
Oficialmente criado em 14 de fevereiro, o nome Almorismo reúne conceitos relacionados à alma e ao amor. A proposta é utilizar a sensibilidade própria da infância para expressar valores universais como paz, amizade, esperança, natureza, união e respeito.
Atualmente aluna do quinto ano da North Dover Elementary School, em Dover, Dana nasceu no Equador, mas o movimento artístico que criou surgiu nos Estados Unidos e começa agora a ganhar uma dimensão internacional.
Sua primeira obra oficial, “Loving Mona Lisa” (Mona Lisa Amorosa), apresenta uma releitura de uma das imagens mais conhecidas da história da arte. Na composição, Dana incorpora corações, cores, elementos da natureza e outros símbolos associados ao afeto e ao amor.
Uma trajetória considerada incomum na arte infantil
Uma análise preliminar de precedentes na história da arte não identificou, até o momento, outro caso documentado equivalente ao de uma menina de 10 anos que tenha criado, nomeado e desenvolvido de maneira própria um movimento pictórico, incluindo sua filosofia e linguagem visual.
Nesse contexto, a trajetória de Dana se destaca como um caso incomum dentro da arte contemporânea infantil.
Apresentação no contexto da ONU
Em 2026, Dana apresentou o Almorismo e a obra “Loving Mona Lisa” no contexto da programação relacionada à Organização das Nações Unidas, onde mostrou o trabalho à Dra. Mary Shuttleworth, presidente da Youth for Human Rights International.
Shuttleworth manifestou disposição para continuar promovendo a educação em direitos humanos e recebeu a proposta artística de Dana como uma forma de transmitir mensagens relacionadas ao amor, à paz, à dignidade e ao respeito.
A experiência também marcou a jovem artista com uma peça comemorativa pelos 25 anos da Youth for Human Rights International, associada a uma tsavorita, pedra preciosa de coloração verde.
Para Dana e sua família, entretanto, o significado da peça vai além de seu valor material. O objeto representa a experiência internacional vivida pela menina e sua relação com uma iniciativa dedicada à promoção dos direitos humanos.
Peça será doada à escola
Como forma de agradecimento e também de inspiração para outras crianças, Dana e sua família decidiram doar a peça comemorativa à North Dover Elementary School.
O objeto será apresentado em uma caixa especial e deverá servir como símbolo de uma mensagem que a família pretende compartilhar com os demais estudantes: toda criança possui talentos, sonhos e capacidades que podem ser descobertos e incentivados.
Aos 10 anos, Dana Sofía Tayo Rosero inicia, assim, um caminho artístico próprio com um movimento que nasceu nos Estados Unidos, tem suas raízes familiares no Equador e busca transmitir uma mensagem universal de amor, paz e respeito aos direitos humanos por meio da arte.

